Adere-Minho reclama da Câmara Municipal de Vila Verde o pagamento de 579.478,88 euros

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Numa carta enviada recentemente a António Vilela, o responsável pela Adere-Minho apresentou os fundamentos e os factos que fazem com que a Associação reclame da autarquia o pagamento de mais de meio milhões de euros.

Pelo que já é possível saber através da troca de correspondência e da abordagem do assunto na reunião de Câmara do passado dia 17 de Novembro, o montante agora exigido pela Adere-Minho é proveniente das garantias dadas no ano de 1998 pelo então Presidente de Câmara José Manuel Fernandes, como forma de garantir a instalação da sede da associação no concelho de Vila Verde, garantias essas que até à data não foram cumpridas.

De acordo com o que o Notícias de Vila Verde apurou, o Ex-Presidente de Câmara José Manuel Fernandes assumiu, em 08 de Julho de 1999, um compromisso escrito e reconhecido no notário, onde se comprometeu a pagar à Adere-Minho o equivalente ao que fosse gasto pela mesma na recuperação do edifício da Escola da Cruz, em Soutelo, ou seja, o valor de 579.478,88 euros agora exigido pela Direção da Adere-Minho.

Perante este episódio, os Vereadores do Partido Socialista consideram que “a Câmara Municipal de Vila Verde se deve comportar como uma pessoa de bem, assumindo integralmente todos os seus compromissos” e entendem que o executivo “tem que decidir a forma e os prazos para pagamento dos valores assumidos pelo Eng.º José Manuel Fernandes perante a Adere-Minho”.

Na declaração ditada para a ata da reunião de Câmara do dia 17 de Novembro, os eleitos socialistas afirmaram que “a associação em causa tem reconhecido trabalho desenvolvido no Concelho de Vila Verde em prol do artesanato, do empreendedorismo, da formação profissional e até da inserção social” e continuam dizendo que “é uma das entidades de referência nacional na área da certificação de artesanato, única em Portugal continental, ajudou largas centenas de Vilaverdenses a refazer os seus percursos de vida, tem sido uma força viva colaborante com a Freguesia de Soutelo e, porque não voltar a relembrar, recuperou com meios próprios o histórico e belo edifício da escola da Cruz, em Soutelo”.

Feitas estas referências em abono do trabalho da Adere-Minho, os Vereadores do Partido Socialista não têm dúvidas em afirmar que a associação deve ter o mesmo tratamento que têm tido outras instituições de Vila Verde, apontando a Escola Profissional Amar Terra Verde como um desses exemplos em que António Vilela foi muito célere na obtenção um acordo judicial para pagar à mesma a quantia de 998 mil euros.

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